
“Essa fragilidade do liberalismo aparece claramente no que vem acontecendo na China. Em vez de perceber a China contemporânea como uma distorção despótica do capitalismo, devemos vê-la como a repetição do desenvolvimento do capitalismo na própria Europa. No início da modernidade, a maioria dos Estados europeus estava distante da democracia – os que eram democráticos (como a Holanda), eram-no apenas para a elite liberal, não para as classes populares. As condições do capitalismo foram criadas e mantidas por uma violenta ditadura estatal, muito parecida com a da China atual: o Estado legalizou a expropriação brutal das pessoas comuns, transformando-as em proletários e disciplinando-as em seus novos papéis. Portanto, não há nada exótico na China: o que vem acontecendo lá apenas repete nosso próprio passado...”
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